quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pai á só um

Hoje chorei…

Relembrar a doença do meu pai, os problemas que ele tem e que a qualquer momento posso vir a perde-lo são coisas que quando me passam pela cabeça me deixam de rastos.

Sei que ninguém é eterno. Sei que tudo na vida, tal como um principio tem um fim, mas custa sequer imaginar que pessoas próximas de nós terão esse destino mais cedo do que seria esperado. Não há hora marcada para morrer, mas no normal decorrer da vida uma pessoa só morreria na sua velhice e não por causa de doenças, de acidentes ou ate mesmo por vontade própria.

Quem me dera que isso acontecesse com o meu pai.
Ele tem uma vida sofredora, mas nunca a mostra. Esconde o seu mal-estar enfiando-se o dia todo no quarto na esperança que o sofrimento acabe e que ninguém dê por ele. É um homem de coragem, um exemplo de vida.
Há momentos em que ele fraqueja, como qualquer outra pessoa, e é nessas alturas que ele mais precisa de nós (família e amigos), é nestas alturas que não o devemos ignorar ou ate mesmo o “mandar a merda” por causa das suas atitudes por mais frias e irritantes que sejam.

Só queria que os seus problemas de saúde não o levassem mais cedo do que ele merece. Depois de tudo o que ele lutou para chegar aqui, depois do que ele abdicou para criar esta família e este lar, depois de tanto sofrimento que teve para alcançar algo na vida e que ainda hoje tem para dar uma boa vida aos filhos, depois de tudo o que viveu… não merecia ter uma morte breve.

Espero que dures muitos e muitos anos pai…

Por mais distantes e desinteressada que pareça será sempre meu pai, e eu amo-o acima de qualquer coisa…

terça-feira, 9 de junho de 2009

Introdução :D

Olá…

Chamo-me Catarina, mas tratam-me por raposa por causa da minha forma de ser (independente, fechada no meu mundo) e também pelo meu nariz :P

Tenho um outro blog, mas preciso de mudar de ares por isso resolvi criar este. Espero que não seja tão chato como o outro. :D

Uma pequena introdução poética :P

Jovem adolescente
Em busca de felicidade.
Sem pensar nas consequências,
Sem pensar nas dificuldades.
Ironia da vida que me faz
Crescer só depois das consequências
Acontecerem…

Como é possível a
Alegria presente em mim ser
Tão pouca?
Agora e depois
Reencontro a minha
Insegurança
Nas simples palavras que oiço
Ao decorrer do dia…

Loirinha e sincera
Independentemente da
Maneira como me vem
Algures por ai…

Momentos para mim são únicos
Aconteça o que acontecer,
Chego a ficar viciada nas lembranças
Hipnotizada pelas recordações,
Abro o meu coração
De uma forma inexplicável
Onde encontro as respostas que procurava…


Depois desta triste tentativa poética falhada, aqui vai um dos meus poemas preferidos:


Nunca lhe confessara o amor ardente
Que ela em mim despertou, mal eu a vira;
Escondia-o no peito, avaramente,
Receando que alguém mo descobrira.

Guardava-o p’ra comigo unicamente…
Arrancar-mo? Ninguém o conseguira!
Dizer-lho a ela? Nem sequer á mente
Essa ideia, confesso, me acudira.

Mas certo dia, em seu olhar tão doce
Vi fulgir um clarão, o quer que fosse
Que me intrigou… Interroguei-a a medo,

E soube então, surpreso e alvoroçado,
Que os seus olhos haviam desvendado
O que eu na alma guardava: o meu segredo!


Delfim Guimarães (1872-1933)